Política Quinta-Feira, 11 de Outubro de 2018, 10h:41 | - A | + A

APÓS REELEIÇÃO

Janaína Riva deve disputar Mesa Diretora da Assembleia Legislativa

Deputada foi a mais votada para o parlamento estadual se consagrando como a primeira mulher a conseguir se reeleger em MT

LAICE SOUZA

DA REDAÇÃO

 

A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa poderá ter uma mulher no seu comando. Pelo menos isso é o que está sendo construído nos bastidores do Palácio Dante Martins de Oliveira. Janaína Riva (MDB) foi a parlamentar mais votada na eleição do último dia 7 de outubro, o que, para muitos já a credencia para assumir o posto de presidente da Casa de Leis.

 

Contudo, a parlamentar, que não descarta a possibilidade de concorrer ao cargo, prefere dialogar com os demais companheiros de Casa, para só então definir se vai ou não entrar na disputa. Janaína informou que outro nome, como do atual presidente Eduardo Botelho (DEM), também está entre os pretendentes ao cargo.

 

“Tenho a oportunidade de ser, porque fui a deputada mais votada, estou na maior bancada que é o MDB, com 3 deputados”, pontuou.

 

Com a experiência de um primeiro mandato, a parlamentar deve iniciar a próxima legislatura em situação de destaque. Caso não assuma a presidência, ela poderá se candidatar a vaga de primeira-secretária da Mesa Diretora.

 

Em entrevista ao Jornal da Capital, da Rádio Capital FM, na manhã desta quinta-feira (11), Janaína demonstrou que deverá seguir um caminho diferente do pai, José Geraldo Riva, caso consiga se eleger presidente. Ela ponderou que defende a rotatividade de deputados nos cargos da Mesa Diretora ao lembrar do pai, que se perpetuou no poder da Mesa Diretora por 12 anos, de forma ininterrupta, e acabou sendo acusado e condenado por esquemas de corrupção e desvio de dinheiro no âmbito da Assembleia.

 

“A postura do meu pai foi prejudicial em se perpetuar na Mesa. Foi um grande erro. Você passa a ser escravo de todos os deputados”, lembrou, defendendo que o poder seja exercido por todos, o que fomenta o dinamismo e a cada um que passar por lá poderá  fazer mais e melhor.

 

A deputada também criticou o atual presidente Eduardo Botelho, pela falta de cobrança judicial contra o atual governo Pedro Taques (PSDB), pelos constantes atrasos no Duodécimo, que ultrapassa, segundo ela, a soma de R$ 100 milhões. “O Botelho deveria ter cobrado”, disse, acrescentando que também faltou uma defesa mais enérgica a favor dos deputados.

 

“Não há interesse que seja maior do que defender os deputados. E não houve isso”, criticou, lembrando emendas que não foram pagas e o caso da grampolândia, em que o número de telefone dela foi colocado em uma escuta telefônica ilegal, realizada por policiais militares e que é investigada pelo Superior Tribunal de Justiça.

 

A parlamentar não foi só critica a Botelho, ela também elogiou o trânsito que o parlamentar consegue ter entre todas as instituições. “Botelho consegue transitar com facilidade e é muito bom de diálogo”, frisou, não afastando que pode compor com o próprio Botelho na Mesa Diretora.

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