Em Destaque Sexta-Feira, 11 de Janeiro de 2019, 12h:32 | - A | + A

CAOS NA SAÚDE

Com salários atrasados há 6 meses, médicos do Samu param atividades em Cuiabá

Mais de 60 médicos resolveram parar porque não suportam mais trabalhar sem receber, disse um dos profissionais

G1 MT e TV Centro América

 

Os médicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) paralisaram as atividades na noite dessa quinta-feira (10) por falta de salários. Os atendimentos são feitos por enfermeiros e motoristas.

 

Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que secretário da pasta, Gilberto Figueiredo, levanta junto com a equipe dele informações que envolvem a prestação dos serviços médicos no Samu, e que partir de 17h, irá se reunir com o governador Mauro Mendes. Após essa reunião, serão anunciadas as medidas que serão tomadas.

 

Os pacientes são levados para o Pronto Socorro de Várzea Grande ou para o Pronto Socorro de Cuiabá, mas o risco é que, dependendo do estado de saúde, o paciente não recebe atendimento imediato ou a caminho do hospital.

 

Um médico que pediu para não ter o nome divulgado disse que os profissionais estão com seis salários atrasados. Segundo ele, mais de 60 médicos que atendem na Grande Cuiabá resolveram parar porque não suportam mais trabalhar sem receber.

 

Eles são contratados por uma empresa terceirizada, contratada pela Secretaria Estadual de Saúde. "Nesse período que estamos sem receber, a empresa custeou dois meses de salário do próprio bolso, mas ao todo são seis meses de atrasos de salário", afirmou.

 

De acordo com o médico, a situação se tornou insustentável. "O movimento foi algo espontâneo, porque todos os médicos ficaram bastante revoltados e suspenderam os plantões", disse.

 

O governo contratou emergencialmente uma empresa para gerir o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no estado. O contrato, no valor de R$ 2,8 milhões, foi rescindido no dia seguinte.

 

CONTRATO RESCINDIDO

Um dia após firmar um contrato emergencial para a gestão do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o governo de Mato Grosso rescindiu unilateralmente o acordo no valor de R$ 2,8 milhões. O ato foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE), que circula nesta sexta-feira (11).

 

Por meio de assessoria, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) informou que ainda deve se manifestar sobre o rompimento do contrato.

 

A nova empresa ficaria responsável pela gestão do Samu no estado pelos próximos seis meses. Na ocasião, o governo alegou que o valor estabelecido em contrato é menor que o praticado atualmente e representa economia aos cofres públicos.

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